sexta-feira, 7 de março de 2025

Analise de música - Mulher (Sexo Frágil)


 

Mulher (Sexo Frágil)

(Erasmo Carlos)

Dizem que a mulher é o sexo frágil

Mas que mentira absurda!

Eu que faço parte da rotina de uma delas

Sei que a força está com elas

Vejam como é forte a que eu conheço

Sua sapiência não tem preço

Satisfaz meu ego, se fingindo submissa

Mas no fundo me enfeitiça


Quando eu chego em casa à noitinha

Quero uma mulher só minha

Mas pra quem deu luz não tem mais jeito

Porque um filho quer seu peito

O outro já reclama a sua mão

E o outro quer o amor que ela tiver

Quatro homens dependentes e carentes

Da força da mulher


Mulher! Mulher!

Do barro de que você foi gerada

Me veio inspiração

Pra decantar você nessa canção


Mulher! Mulher!

Na escola em que você foi ensinada

Jamais tirei um 10

Sou forte, mas não chego aos seus pés


Gabarito

PERGUNTAS/ GABARITO

A música "Mulher Sexo Frágil" é uma composição de Erasmo Carlos, lançada em 1972 no álbum "Erasmo Carlos - O Tremendão". Ela aborda temas como a fragilidade emocional, a complexidade das relações humanas e a solidão.

Qual é o tema central da música "Mulher Sexo Frágil"?

O tema central da música é a fragilidade emocional de uma mulher que, apesar de ser aparentemente forte e independente, carrega uma vulnerabilidade interna. A canção fala sobre a solidão, a busca por afeto e a complexidade das relações humanas.

Quem é a autora da letra de "Mulher Sexo Frágil"?

A música foi composta por Erasmo Carlos, que é um dos grandes nomes da música popular brasileira e um dos principais representantes do movimento da Jovem Guarda.

Como a letra descreve a mulher na música?

A letra descreve uma mulher como "Seca" e "frágil", termos que revelam sua aparência externa de força e sua vulnerabilidade emocional por dentro. A combinação de "seca" (que pode sugerir indiferença ou distância emocional) e "frágil" (que sugere delicadeza e necessidade de cuidado) ilustra um conflito interno.

Qual é a mensagem que Erasmo Carlos transmite na canção?

A mensagem parece ser sobre a complexidade das emoções humanas, mostrando que as pessoas podem exibir uma fachada de força, mas, por dentro, ainda têm suas fragilidades e necessidades emocionais. Erasmo Carlos explora a dualidade entre a aparência e a realidade interna.

Como a melodia da música contribui para o seu significado?

A melodia de "Mulher Sexo Frágil" tem um tom suave e melancólico, o que combina bem com a letra introspectiva e reflexiva.




quinta-feira, 8 de abril de 2021

Conjunções coordenativas e subordinativas



   Conjunções são palavras invariáveis que ligam duas orações ou dois elementos semelhantes de uma mesma oração. Podem ser coordenadas ou subordinadas.

 Conjunções Coordenativas - São as conjunções que unem orações de sentido inteiro e autônomo. As conjunções coordenativas ligam orações independentes ou elementos semelhantes. São classificadas como: 

ADITIVA: soma uma oração à outra.

Principais conjunções e locuções: e, nem, também, mas também.

Exemplos:

                 ● Maria correu e caiu.

                 ● Amaro é um excelente professor , mas também possui defeitos.

 ADVERSATIVA: uma oração se opõe à outra.

 Principais conjunções e locuções: mas, porém, todavia, contudo, no entanto.

Exemplos:

               ● Ele a amava muito, entretanto viviam brigando.

               ● Mara tentou chegar cedo, porém o engarrafamento não a deixou.

 ALTERNATIVA: Estabelecem relação de alternância entre os termos.

 Principais conjunções: ora... ora, quer...quer, seja...seja, já...já.

 Exemplos:

                    ● Ou você fica ou sai.

                    ● Quer você queira ou não eu vou trabalhar.

 CONCLUSIVA: Utilizadas para propor uma relação de conclusão, dedução.

 Principais conjunções e locuções: logo, portanto, pois (depois do verbo), assim, por isso, por conseguinte.

Exemplos:

                 ● Logo que Alexandre saiu, ela correu para fora.

                 ● Meu amigo estudou muito para a prova, portanto não ficou nervoso na hora.

  EXPLICATIVA: estabelece uma relação de explicação.

 Principais conjunções e locuções: porque, que (com sentido de porque), pois (antes do verbo), porquanto.

Exemplos:

                    ● Não fora porque é perigoso.

                    ● Não vá lá fora, pois é perigoso.

 Conjunções subordinativa


As conjunções subordinativas ligam orações que dependem uma da outra.

São classificadas como:

 CAUSAL: Indica uma relação de causa.

Principais conjunções e locuções: porque, pois, como (com sentido de porque), que (com sentido de porque), porquanto.

Exemplos:

                          ● Estevão começou a chorar porque a pequena lhe pisara o pé.

                          ● Cheguei atrasado ao compromisso, pois fui ao dentista.

 COMPARATIVA: A conjunção comparativa inicia uma oração que                   estabelece uma                 comparação com uma segunda oração.

Principais conjunções e locuções: como, qual, que, do que (depois de mais, menos, menor, maior, pior e melhor), bem como, assim como, que nem.

Exemplos:

                                 ● Sou muda como a mulher chorando no velório.

                                 ● Hoje fiquei mais velho do que ontem.

 CONDICIONAL: Esta conjunção forma orações que indicam uma condição de suposição.

Principais conjunções e locuções: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, a menos que, dado que, a não serque, sem que.

Exemplos:

                           ● Se você chegar mais cedo do previsto, me avise.

                           ● A menos que chova, haverá jogo no próximo sábado.

 CONFORMATIVA: A conjunção conformativa indica uma oração onde um acordo, uma conformidade. Principais conjunções e locuções: conforme, como (=conforme), consoante, segundo.

Exemplos:

                             ● Conforme o tempo passava, Frederico amava mais sua namorada.

                             ● Segundo os economistas, a inflação deve cair este ano.

 CONCESSIVA: indica uma contradição em relação ao outro termo, no entanto, o fato pode acontecer. Principais conjunções e locuções: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, por mais que, por menos que, apesar de que, nem que, que.

Exemplos:

                   ● Por mais que os alunos não queiram, terão que vir às aulas de recuperação.

                   ● Quando acordei ontem ainda estava escuro.

 CONSECUTIVA: A conjunção que inicia a oração é uma consequência de um fato relacionado na oração. Principais conjunções e locuções: que (depois de tal, tanto, tão ou tamanho), de modo que, de forma que, de sorte que. Principais conjunções e locuções: para que, a fim de que.

 Exemplos :

                    ● Ela estava tão nervosa que mal conseguia falar.

                    ● O aluno estuda muito para que possa ser um excelente profissional.

 FINAL: A conjunção constrói uma oração que indica um fim, um propósito, uma finalidade. Principais conjunções e locuções: porque (com sentido de para que), que (com sentido de para que), para que, a fim de que.

 Exemplos:

                    ● Pediu licença para que pudesse passar.

                    ● Faltou a última aula a fim de que possa consultar.

    PROPORCIONAL: Esta conjunção indica algo que aconteceu ao mesmo tempo que o outro ou que irá acontecer. Principais conjunções e locuções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais... menos, quanto menos ... mais.

           Exemplos:

                                  ● Quanto mais velho o vinho fica, mais saboroso ficará.

                                  ● À medida que o tempo passa, meus conhecimentos crescem.

 TEMPORAL: É a conjunção que constrói uma condição de tempo. Principais conjunções e locuções: quando, apenas, mal, logo que, assim que, antes que, depois que, até que, desde que, sempre que.

Exemplos:

                    ● Assim que a mãe chegou, a menina começou a aprontar.

                    ● Logo que puder, darei o recado para o meu vizinho.

 

 INTEGRANTE: Esta conjunção inicia a oração que complementa o sentido da outra. As outras conjunções iniciam a oração que indicam a circunstância, mas com as integrantes isso não ocorre. Principais conjunções e locuções: que (com ideia de certeza), se (quando dúvida, incerteza).

Exemplos:

                        ● Eles questionaram se Otaviano viria.

Sabemos que os jogos educam e divertem. 

FONTES: 

www.soportugues.com.br/secoes/morf/moquersaber mais? https://www.youtube.com/watchv=589N9KHjVGI&ab_cahnel=BrasilEscola

 EXERCÍCIOS

1.   Classifique as conjunções destacadas nas frases abaixo:

a)    Hoje estou com um humor péssimo, porque briguei com mamãe.
b)    Quando acordei, minha bolsa havia sumido.
c)    Ainda que eu sofra, não voltarei.
d)    Estudei o assunto, mas não entendi nada.
e)    Li e reli o livro.

 2.       Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.

1.    Correu demais…...... caiu.
2.    Dormiu mal,.... os sonhos não o deixaram em paz.
3.    A matéria perece,.... a alma é imortal.
4.    Leu o livro,.... é capaz de descrever as personagens com detalhes.
5.    Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.

                           a)       porque, todavia, portanto, logo, entretanto
                             b)       por isso, porque, mas, portanto, que
                              c)       logo, porém, pois, porque, mas
                                d)       porém, pois, logo, todavia, porque
                             e)    entretanto, que, porque, pois, portanto

Regência Nominal

 Regência nominal

Você já deve ter reparado que fala ou escreve algumas vezes de acordo com a norma culta padrão. Certo?

 O verbo namorar, por exemplo. Você já ouviu algo do tipo: “Popeye namora                     com Olívia?” 

Pois é, o verbo namorar é transitivo direto, então, não usamos a preposição com.  É mais adequado dizer: “Popeye namora                Olívia”   

Falar e escrever assim não é errado. Somente está em desacordo com as normas gramaticais da Língua Portuguesa. É o uso da linguagem coloquial (a linguagem informal, popular, que utilizamos normalmente em construções informais como em uma conversa entre amigos, familiares, vizinhos)

Situações de uso

 Norma culta e coloquial na regência do verbo assistir

Embora o verbo assistir apresente diversos significados, ele é              maioritariamente usado com o sentido de ver

Segundo as regras gramaticais, o verbo assistir deverá ser conjugado com a presença da preposição a com esse sentido: assistir a

Apesar dessa regra, há uma forte tendência para a omissão da preposição na linguagem coloquial.


Exemplo: Eu assisti o jogo do Brasil, ontem. (linguagem coloquial)           

                  Eu assisti ao jogo do Brasil, ontem. (norma culta)

 Veja o texto abaixo:

Solicitou-me uma aluna de Direito da UFSC que discorresse sobre a regência do verbo visar, uma vez que ela tinha escrito “tal medida visa o bem comum” e seu professor, num excesso de zelo, corrigiu a frase para “visa ao bem comum”.

Com efeito, professores mais conservadores ensinam que “visar”, como verbo transitivo direto, tem o sentido apenas de dirigir a pontaria ou pôr o visto em:

Exemplo: Visou      o alvo, está visando a refém; visaram o cheque, visou o passaporte.

Já com o sentido de terem vista, pretender, objetivar, deve-se usar o mesmo verbo com a preposição A. Neste caso, visar torna-se transitivo indireto: O regulamento do condomínio visa à comodidade de todos e ao bem-estar coletivo. Visamos a garantir sua segurança.

 Mas existe o dinamismo do idioma a ser considerado:

 “A regência, como tudo na língua, a pronúncia, a acentuação, a significação, etc., não é imutável. Cada época tem sua regência, de acordo com o sentimento do povo, o qual varia, conforme as condições novas da vida. Não podemos seguir hoje exatamente a mesma regência que seguiam os clássicos; em muitos casos teremos mudado"  (Antenor Nascentes, 1960, apudCelso P. Luft, DicionárioPrático de Regência Verbal, 1987:534).

Esse é o caso do verbo visar, que vem perdendo a preposição, sobretudo antes de um  verbo no infinitivo, como nestes exemplos:

 ·      Sua missão visava encontrar resposta para o imponderável.

 ·        Foram implementadas medidas políticas que visavam regular sociedade,                                         produzindo sujeitos disciplinados, produtivos, hierarquizados.

  • O princípio da razoabilidade visa, ademais, impor valores. Mesmo diante de substantivo, a forma direta tem tido a preferência:

  ·      As artes visam à expressão do belo e o despontar da sensibilidade.

  ·     A divulgação deve ser impessoal, visando unicamente o interesse público.

Analise de música - Mulher (Sexo Frágil)

  Mulher (Sexo Frágil) (Erasmo Carlos) Dizem que a mulher é o sexo frágil Mas que mentira absurda! Eu que faço parte da rotina de uma delas...