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sábado, 22 de junho de 2013

Aposto e Vocativo

APOSTO

É a expressão que esclarece, acompanha, resume, identifica um outro termo da oração, seja qual for a função deste.

Há quatro tipos de aposto:

Aposto Explicativo:
O aposto explicativo é destacado por pausas, podendo ser representadas por vírgulas, dois pontos ou travessões. Pode vir precedido de expressões explicativas do tipo: a saber, isto é, quer dizer etc.

Ex. Solange, filha de Maria, é professora. Esses são os tipos mais utilizados nos concursos.
      Dom Casmurro, obra literária de Machado de Assis, é uma excelente opção de leitura.
     

Aposto Especificador:
O aposto especificador não tem pausa. Especifica um substantivo de sentido genérico

Ex. A Rua Flores no bairro Jardim das Rosas está sendo asfaltada.
      O mártir Machado de Assis tornou-se canonizado na Literatura.

Aposto Enumerador:
O aposto enumerador é uma sequência de elementos usada para desenvolver uma ideia anterior.

Ex. Eu tinha três opções: ir para minha casa, ir para casa da minha avó, ou para casa da minha tia.
       Na sala havia dois alunos que sempre se destacavam: Pedro e Marcela.

Aposto Resumidor ou Recapitulativo:
O aposto resumidor é usado para resumir termos anteriores. É representado, geralmente, por um pronome indefinido.

Ex. Pai, mãe, irmãos, tios, avós e amigos, TODOS compareceram na cerimônia.
       Desculpas, pedidos de reconciliação, NADA muda a concepção que tenho de você.

*******************************************************************************
VOCATIVO
É a palavra ou conjunto de palavras, de caráter nominal, que empregamos para expressar uma  INVOCAÇÃO OU CHAMADO.

O VOCATIVO é obrigatoriamente acompanhado de uma pausa: curta, através do recurso da vírgula; longa, através do recurso da exclamação ou das reticências. Não há posição definida para o vocativo na sentença, porém, quando se apresenta no interior da oração, deve ser colocado entre vírgulas.

Ex.: Por Deus, Amélia, vamos encerrar essa discussão!
        Posso me retirar agora, senhor?
        Meninos!
Além disso, é bastante comum encontrarmos o VOCATIVO associado a alguma forma de ênfase. Se não através da pontuação, o recurso mais popular é vê-lo associado a uma interjeição.

Ex.: Ah, mãe! Deixe-me ir ao jogo hoje! / Ó, céus, para quê tanto espetáculo em dias tão desastrosos?
Outros exemplos:
                             Perigo! ... [frase constituída por um substantivo]
                             Rebeca! ...[vocativo]                    
     
REVISÃO DE PORTUGUÊS – APOSTO E VOCATIVO 

1.O aposto pode ser empregado para:

A) Explicar, resumir e identificar.

B) Enumerar ou recapitular, nesse caso, pode vir precedido pelas expressões a saber, por exemplo, isto é, ou ser representado por um pronome indefinido, como nada, ninguém, qualquer, etc;

C) Marcar uma especificação, uma individualização; nesse caso, pode virou não preposicionado;

D) Marcar uma distribuição, por meio de um e outro, este e aquele, etc;

Indique com qual desses casos (marcando a letra correspondente) os apostos destacados a seguir se identifiquem.

( ) Só jantava comidas leves: uma salada, uma sopa de legumes, um caldo de carne.
( ) Os rapazes eram dois bons profissionais, um em informática e o outro em engenharia
( ) “Nós tínhamos imaginado, mamãe e eu, fazer uma grande peregrinação”.
( ) O poema ‘Vou-me embora pra Pasárgada’ é do grande poeta Manuel Bandeira.
.
2 - Identifique o Aposto e o Vocativo nas Frases Abaixo:

a. Chegou a hora da verdade, amigos. (vocativo)
b. Cuidado com o carro, seus loucos! (vocativo)
c. O senador foi à festa com a namorada, Marcia. (aposto)
d. Acorda, São Paulo. (vocativo)e. Pedro II, ex-imperador do Brasil, foi deportado. (aposto)
f. A ordem, meus amigos, é a base do Exército. (vocativo)
g. Mario possui três filhas: Janaína, Vitória e Bruna. (aposto)
h. Obrigado, doutor. (vocativo)
i. Deus, tenha piedade de nós! (vocativo
j. Ele me disse apenas isso: a nossa amizade acabou. (aposto)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A NÍVEL DE, EM NÍVEL DE ou AO NÍVEL???

A NÍVEL DE, EM NÍVEL DE ou AO NÍVEL 

 

 








A nível de - INACEITÁVEL!
 
O grande erro quanto ao uso da expressão “a nível de” é sua utilização em situações em que não há “níveis”:
 
“A nível de proposta, o assunto deve ser mais discutido.”
Isso está errado!
Em nível de - ACEITÁVEL. 

Podemos usar a expressão “em nível” sempre que houver “níveis”: 
 
Ex.: “Esse problema só pode ser resolvido em nível de diretoria”
       (=a empresa deve ter outros níveis hierárquicos); 
 
      “Isso só acontece em nível municipal” 
       (=poderia ser em nível estadual ou federal).

A expressão “ao nível do mar” é perfeitamente aceitável.
#Professor Sérgio Nogueira.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Transitividade Verbal


Assistir ao filme ou assistir o filme?


Geralmente as dúvidas quanto ao emprego correto de certas formas verbais surgem no momento da escrita.


Devemos estar atentos à transitividade verbal, ou seja, existem verbos transitivos e verbos intransitivos.
Verbos transitivos são aqueles que pedem complemento. Tal complemento nada mais é que a preposição. Verbos intransitivos são os que não        exigem preposição.

Com o objetivo de sanar nossas dúvidas no que se refere ao uso correto do verbo assistir, começaremos a partir do seguinte questionamento: 

Em princípio, fazemos a pergunta ao próprio verbo: “Quem assiste, assiste a algo”.

Como exemplo, temos: Nós assistimos ao filme que estava em cartaz.
O sentido denotativo do verbo revela a questão de estar presente, ou seja, de presenciar algum fato ou evento.
Neste caso, necessariamente há a presença da preposição "a" revelando a fusão dela com o artigo “o”.
Quando o sentido do verbo assistir significar auxílio, assistência, não exige a presença da preposição.
Por exemplo: O médico assistiu o doente.

No sentido de residir, morar em algum lugar, o verbo também pede a preposição.
Citando um exemplo do que foi falado, obtemos: Marcos assiste em Goiânia.

Agora para treinarmos, façamos alguns exercícios utilizando as formas corretas deste verbo:

a) Preciso ------------------- espetáculo.
b) Mariana -------------------a idosa que atravessava a rua.
c) ----------------- aos jogos interestundantis.


*Gabarito: assistir ao; assistiu; assistimos aos.

Por  Vânia Duarte

domingo, 21 de abril de 2013

História X Estória


HISTÓRIA X ESTÓRIA
                                           (Por Gramaticando)

A palavra HISTÓRIA pode ser usada tanto para as narrativas de fatos (=realidade) quanto para as lendas, fábulas, narrativas de ficção (=fantasia). ESTÓRIA é sempre ficção.

Não podemos é afirmar que a palavra ESTÓRIA não existe, pois está devidamente registrada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e em muitos dicionários: Cândido de Figueiredo, Caldas Aulete, Aurélio, Michaelis…

Nós podemos, portanto, fazer a velha distinção HISTÓRIA (=real) e ESTÓRIA (=ficção) ou usar a palavra HISTÓRIA para os dois casos.

Professor: Sérgio Nogueira

sexta-feira, 29 de março de 2013

Emprego e acento da crase

        Acentuação

( Por Profª Odete Antunes )                                     Crase                                                



EMPREGO E ACENTO DA CRASE

A palavra crase vem do grego krasis, isto é, “fusão, mistura”. 

Crase é a fusão ou sobrepossição de dois aa, ou aas, com a finalidade de evitar uma pronúncia desarmoniosa. Assim em vez de dizer: “Volta a as aulas”, onde a preposição a e o artigo as formariam um hiato, fazemos a contração desses as, evitando o choque fonético de duas vogais idênticas: aa.

Hoje, porém, o termo crase designa especialmente a contração da preposição a com o a artigo, com o pronome demonstrativo a(as), ou com o a inicial dos demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo e o pronome relativo qual(is).

Note que crase não é nome do acento. O acento grave indica que houve crase, isto é, a fusão de dois aa

Os termos diante dos quais ocorre a crase exercem as funções sintáticas de complementos (objeto direto, objeto indireto, complemento nominal), ou adjuntos adverbiais.

A fusão de dois AA ocorre tanto na escrita como na fala. Embora muitos digam “Vou a a feira”. Esta não é a forma correta, pois os dois AA não se fundem. Assim:

“Vou à feira. (escrita) = “Vou a feira”. (fala).

Se você observar bem, perceberá que só pode ocorrer crase se o verbo ou o nome reger a preposição A.

Observe esses exemplos:





Analisando o exemplo, você deve ter constatado que:
preposição A + artigo O = AO
preposição A + artigo A = À

Regras Práticas para o Emprego do Acento da Crase

1) Substituir a palavra feminina por uma masculina:

a) Fui à escola. A + A(S) = À(S) + palavra feminina.
    Fui ao colégio. A (preposição) + O(S) (artigo) + palavra masculina.
Então use o acento da crase sempre que obtiver AA(S) na substituição.

Os verbos apresentados a seguir são transitivos indiretos que exigem a preposição A. Complete o sentido desses verbos usando um substantivo masculino e depois um substantivo feminino. Para ligar o substantivo ao verbo, use AO ou À.

Exemplo:

Obedecer a ...

Obedecer ao regulamento.
Obedecer à norma.

a) Referir-se a...
  
    Referir-se ao ______________.
    Referir-se à _______________.

b) Informar a...
   
    Informar ao ________________.
    Informar à _________________.

c) Querer a...
   
    Quere ao ___________________.
    Querer à ___________________ .

d) Perdoar a...
    
    Perdoar ao _________________.
    Perdoar à __________________.

Obs.: É importante lembrar que este artifício não se aplica a nomes próprios.

2) Substituir o A por Para:

Viajou à França.

Viajou para a França. (preposição para + o artigo a)

3) Substituir o A por Para A.

Viajou a Paris.

Viajou para Paris.
Para = só preposição (não use o acento)

4) Substituir o verbo que rege preposição A pelo verbo Voltar que rege preposição De:
a) Chegou à Espanha.
    
Voltou da Espanha. (de preposição + o artigo a = da)

b) Vou a Recife.
    
Volto de Recife (de, apenas preposição)

c) Vou à Bahia.
   
 Volto da Bahia. (de preposição + o artigo a = da)

d) Vou a Campinas.
  
  Volto de Campinas. (de (apenas preposição)

Então use o acento da crase sempre que obtiver Da.

Sempre que houver certeza de que o verbo ou o nome rege a preposição A, basta observar se há ou não o segundo A. Substituir o verbo ou o nome que rege preposição A por outro que peça preposiçãoDeEmPor.

a)  Referiu-se à festa. (à = preposição a + artigo a)

    
     Gosto da festa. (da = preposição de + artigo a)
     Estou na festa. (na = preposição em + artigo a)
     Passei pela festa. (pela = preposição por + artigo a)


Então use o acento indicador da crase.

b) Referiu-se a você.     Gosto de você. (de = só preposição)
  
    Estou em você. (em = só preposição)
    Passei por você. (por = só preposição)


Neste caso, não use o acento indicador da crase.

CASOS OBRIGATÓRIOS DO ACENTO DA CRASE

1) Locuções adverbiais, prepositivas, conjuntivas formadas de substantivos femininos (expresso ou elíptico).

a) Locução adverbial feminina:

saiu à noite, às pressas, às vezes, à farta, à vista, à hora certa, à esquerda, à direita, à toa, às sete horas, à custa de, à força de, à espera de.

b) Termos femininos ou masculinos (elipse da palavra) com valor de à moda de, ao estilo de:

 à americana, (= à moda americana), à espanhola, à milanesa, à oriental, à ocidental, poesia à Manuel Bandeira, gol à Pelé, calçados à Luís XV, cabelos à Sansão, estilo à Coelho Neto etc.

c) Locuções conjuntivas: 

à medida que, à proporção que.

d) Locuções prepositivas: 

à procura de, à vista de, à custa de, à razão de, à mercê de, à maneira de, à moderna etc.

e) Para evitar ambigüidade:

À onça a cobra matou.
A menina à paixão venceu.


Note-se no entanto: comprar a prestação, escrever a máquina, escrever a mão, fechar a chave, porque são expressões adverbiais femininas que indicam  instrumento ou meio.

f) A crase pode também resultar da contração da preposição a com os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo:

Não irás àquela festa [a aquela]
Vou àquele cinema. [a aquele]
Não ligo àquilo. [a aquilo]
Refiro-me à que você namora. [aquele]

Àquela ordem estranha, o soldado estremeceu.
A capitania de Minas Gerais estava unida à de São Paulo.
Falarei às que quiserem me ouvir. [aquelas que]
Esta anedota é semelhante à que meu professor contou. [aquela que]

g) Ocorre crase diante da palavra distância quando esta vier determinada pelo artigo a:

Achava-se à distancia de cem (ou de alguns) metros.

No caso de indeterminação, isto é, ausência do artigo, não haverá crase:

O trem passava a pouca distância da casa.
É necessário vê-los a distância.


CASOS EM QUE NÃO SE HÁ CRASE

1) Antes de substantivos masculinos: 

Andou a cavalo.

2) Antes de verbos: 
A partir de amnhã, serei outra pessoa.

3) Antes de substantivos no plural estando o A no singular. 

Referia-se a cidades pequenas.

4) Antes de pronomes pessoais: 

Dirigiu a palavra a ela.

5) Antes de pronomes demonstrativos (este, esse e flexões)

 Não foi a esta festa.

Observação: Há, no entanto, pronomes que admitem o artigo, dando ensejo à crase:

Não fale nada às outras.
Assistimos sempre às mesmas cenas.
Diga à tal senhora que...
Não temo as acusações de Mariaàs quais responderei oportunamente.
Estavam atentas umas às outras.


6) Antes de pronomes indefinidos: 

Obedecia a todos.

7) Antes de pronomes de tratamento, interrogativos, *com exceção de senhora, senhorita.
 
   Obedeci a Vossa Senhoria.
    Falaste a que pessoa?
    *Peço à senhora que tenha paciência.


8) Antes de artigo indefinido: Obedeci a uma velha senhora.

9) Antes dos pronomes relativos: Quem, Que, Cuja.

Referia-se a quem falava.
Ali havia uma árvore, a cuja sombra descansamos.
Esta é a vida a que aspiramos.

10) Antes da palavra casa (= a sua própria casa) ou quando não acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva:

Chegou a casa.
*Voltou à casa paterna.
*Dirigi-me à casa de Pedro
.

*Observação: Nestes casos você usa o acento indicador da crase.

A crase é de rigor com a dita palavra no sentido de estabelecimento comercial ou dinastia.
“O príncipe pertence à casa de Bragança”.
(Vitório Bergo)

11) Antes da palavra (= terra firme), em oposição a Bordo:

Chegou a terra.
“Eu aposto em como ele não vai a terra.”
(Ferreira de Castro)

12) Quando já houver outra preposição: 

Viajou para a Itália.

13) Diante de substantivos femininos usados em sentido geral e indeterminado:

Não vai a festas nem a reuniões.
Dedicas o trabalho a homem ou mulher?
A FUNAI decidiu fechar o parque indígena a visitas.
Não dê atenção a pessoas suspeitas.
“Tudo cheirava a velhice”.
(Viriato Correia)
Dirigi-me a duas (ou a diversas) pessoas.
Contei o caso a uma (ou a certa) senhora supersticiosa.

14) Diante de nomes de parentescos, precedidos de pronomes possessivos:

Recorri a minha mãe.
Faremos uma visita a sua mãe.
“Arrependi-me de ter falado a minha prima.”
(G. Ramos)

Observação: Haverá crase quando o nome próprio admitir ou vier acompanhado de adjetivo ou locução adjetiva:

Maria tinha devoção à Virgem.
Entreguei a carta à Júlia (no trato familiar e íntimo).
Referiu-se à Roma dos Césares
.

15) Diante de numerais cardinais referentes a substantivos não determinados pelo artigo:
Chanceler inicia visita a oito países africanos.[Chanceler visita oito países africanos.]
“Então aquilo tinha acontecidode meia-noite a três horas?”

Observação: No caso de locuções adverbias que exprimem hora determinada e nos casos em que o numeral estiver precedido de artigo, acentua-se:

Chegamos às oito horas da noite.
Assisti às duas sessões de ontem.
 (Fonte: www.passei web.com)

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